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8 de agosto de 2010

Espetadas de cherne e camarão à Beira Mar



O Beira Mar é um restaurante terceirense muito famoso. Com vista para o bonito porto de pesca de São Mateus da Calheta, diz-se que serve os melhores e mais frescos peixes e mariscos da ilha. É um local simples e acolhedor, com um serviço descontraído mas eficiente. E, de facto, os peixes e outras especialidades típicas dos Açores que lá comi nunca me desiludiram. Gosto em especial das lapas grelhadas e das espetadas mistas, tanto que tentei reproduzir estas últimas em casa, guiando-me apenas pela minha memória gustativa relativamente aos temperos. E assim preparei os molhos enquanto o meu marido tratava da montagem das espetadas e da churrasqueira. Ficaram tal e qual como no Beira Mar: excelentes...!

Ingredientes para 4 unidades
  • 800 g de postas grandes e espessas de cherne
  • 8 camarões grandes, crus
  • 1/2 pimento vermelho cortado em cubos
  • 50 g de manteiga derretida
  • 50 g de manteiga gelada cortada em cubos pequenos
  • 2 colheres (chá) de massa de malagueta*
  • 1 colher (café) de massa de alho
  • 2 dentes de alho picados finamente
  • sal & pimenta moída no momento
  • óleo vegetal para untar
  • 4 rodelas de limão
* na falta desta, uma quantidade equivalente de massa de pimentão misturada com uma pitada de malagueta seca moída

Preparação

Preparar a churrasqueira. Demolhar 4 espetos de madeira em água morna durante 30 minutos.

Levar alguma água temperada de sal a ferver. Juntar os camarões e deixar retomar fervura. Retirar imediatamente o tacho do lume e escorrer os camarões. Passar sob água fria corrente e deixar escorrer.

Descartar as espinhas e a pele das postas de cherne. Cortar o peixe em 12 cubos grandes.

Escorrer os espetos de madeira. Picar os cubos de cherne nos espetos, alternando com os camarões e os cubos de pimento. Temperar com sal e pimenta. Reservar.

Misturar muito bem a manteiga derretida com a massa de alho, metade da massa de malagueta, sal e pimenta numa tigela.

Untar uma grelha com óleo e grelhar as espetadas por 3-4 minutos, virando-as à meio da cozedura e pincelando frequentemente com o molho de manteiga.

Entretanto, aquecer 15 g da manteiga restante num tacho pequeno. Refogar os alhos picados por 2 minutos, mexendo sempre. Adicionar a massa de malagueta restante e envolver. Juntar os cubos de manteiga gelada e mexer sempre com uma colher de pau ou uma vara de arames até obter um molho cremoso e bem ligado. Temperar com sal e pimenta. Retirar o tacho do lume.

Colocar as espetadas numa travessa e rega-las com um pouco do molho obtido. Guarnecer com rodelas de limão. Servir de imediato, acompanhando com salada mista e batatas cozidas.


As lapas grelhadas do restaurante Beira Mar (ver a receita aqui)

Restaurante Beira Mar
Canada do Porto, 46
9700-555 São Mateus da Calheta
Ilha Terceira, Açores - PORTUGAL
Tel. : 295 642 392

Pimento : Pimentão
Pimenta : Pimenta do reino

1 de maio de 2010

Comer fora na América...

...pode tornar-se muito complicado quando pouco ou nada se sabe de inglês...!



Sotaque micaelense no seu melhor ! :-D

5 de novembro de 2008

Nando's big buns...



Um descendente de Portugueses a vender hambúrgueres nos Estados Unidos, só podia resultar num anúncio comercial tão "subtil" como este...! :-D

PS : e já agora, parabéns a todos os Americanos por terem eleito Barack Obama. Hoje, acordei radiante com a notícia. E acho que grande parte da população deste planeta também. :-)

Agradecimentos : Zaza


14 de setembro de 2008

Coelho com mostarda de groselha preta



Quando participei no festival Les Européennes du Goût de Aurillac, tive o prazer de conhecer a Isabelle e o Sylvain Olivier, produtores e transformadores de frutos vermelhos em Nuits-Saint-Georges, na região francesa de Burgonha. Não resisti em comprar alguns dos produtos gourmet da quinta FRUIROUGE que o simpático casal estava a vender, entre os quais manteiga e mostarda de groselha preta. A Isabelle ofereceu-me um folhete que trazia algumas dicas para usá-los e foi lá que descobri a deliciosa receita apresentada, da autoria de René Pianetti, chefe do restaurante Le Chef Coq, estabelecimento também localizado em Nuits-Saint-Georges. A marinada com mostarda de groselha preta dá um sabor fantástico à carne de coelho, mas se não tiver à mão - pois não deve ser nada fácil arranjar tal coisa em Portugal ou no Brasil - pode substituí-la por mostarda de grão normal.



Ingredientes para 4-6 pessoas

- 1 coelho grande cortado em pedaços
- 200 g de mostarda de groselha preta (ou mostarda de grão)
- 3 dentes de alho picados finamente
- 3 chalotas picadas finamente (ou 1 cebola roxa)
- azeite q.b.
- 2 hastes de alecrim
- 2 hastes de tomilho
- 1 folha de louro
- vinho Bourgogne Aligoté q.b. (ou outro vinho branco de boa qualidade, não muito seco)
- sal & pimenta moída na altura
- 1 boa mão cheia de groselhas pretas e vermelhas

Preparação

Barrar os pedaços de coelho com a mostarda de groselha preta. Colocar num recipiente fundo e cobrir com vinho branco. Temperar com um pouquinho de pimenta.

Cobrir o recipiente com filme transparente e deixar marinar no frigorífico durante pelo menos 12 horas.

No dia da preparação, escorrer os pedaços de coelho, reservando a marinada. Levar a carne a dourar de todos os lados com um pouco de azeite, numa caçarola ou numa frigideira de saltear de fundo espesso.

Temperar com sal e regar com a marinada. Juntar as chalotas, os alhos, o alecrim, o tomilho e o louro. Cobrir com uma tampa e cozinhar em lume brando por 1 hora. Se isso for necessário, adicionar pequenas quantidades de vinho para a carne não secar.

Retirar os pedaços de coelho da caçarola e reservar numa travessa aquecida.

Adicionar as groselhas à caçarola e deixar aquecer em lume brando, sem parar de mexer delicadamente. Regar o coelho com o molho e servir de imediato. Acompanhar com cenouras e cogumelos salteados.

Ver mais receitas com coelho aqui

Chalota : Echalote - Pimenta : Pimenta do reino - Groselha preta : Cassis - Frigorífico : Geladeira, refrigerador

10 de setembro de 2008

Restaurante Ti Choa - Ilha Terceira, Açores



Como explicava mais abaixo, o meu marido está neste momento na ilha Terceira a tratar de todos aqueles pormenores relativos à nossa próxima instalação lá. Todos os dias tem-me mandado fótos que me deixam cheia de saudades daquele local mágico para o qual escolhemos ir viver. Entre as quais estas de um restaurante maravilhoso - o Ti Choa - onde também já estive a almoçar com uns amigos terceirenses muito queridos no passado mês de Maio. Infelizmente, como já era noite, o João não tirou fotografias do exterior - uma casa lindíssima de estilo tipicamente açoriano, mas podem ver algumas aqui e também aqui.


O Ti Choa tem uma sala vasta mas aconchegante, mobilada e decorada com peças antigas, velharias e artesanato local, tudo organizado com muito bom gosto pela proprietária, uma jovem senhora bonita e sempre bem disposta que nos faz sentir em casa logo que passamos a porta do estabelecimento. Há uma ampla lareira onde se coze pão à vista dos clientes, geralmente à 6ª. Mas é melhor não abusar do pãozinho quente e cheiroso barrado com a lendária manteiga produzida na ilha, pois há muitas coisas boas para provar na ementa do Ti Choa. A morcela regional frita (fóto acima), que vem geralmente acompanhada de laranja da Terceira ou de ananás de São Miguel, é simplesmente divinal para começar a refeição. Segue-se um festival de especialidades regionais entre as quais a imperdível alcatra, o polvo estufado, as carnes de matança, etc. Nem sei dizer do que mais gostei mas lembro-me sempre com muito prazer daquelas comidas caseiras cozinhadas à moda antiga, tão apuradas e bem preparadas.


Não me lembro do que o meu marido e os nossos amigos pediram para a sobremesa. Eu escolhi o bolo mais famoso da ilha, o Dona Amélia, caseiro também e delicioso. Para terminar, acompanhando o café, trouxeram-nos várias garrafas de digestivos locais, como o licor de amoras, a aguardente de canela e a tradicional angelica, um vinho doce muito perfumado, típico da ilha do Pico. A garrafa de angelica que podem ver na fóto servida no Ti Choa, tem uma história engraçada pois é produzida artesanalmente por um senhor polícia de profissão. Só poderá comprar uma igual se conhecer o tal senhor ou eventualmente um dos seus colegas...

Já perceberam que aconselho uma visita demorada deste cantinho de bom gosto e sabores genuínos a quem tiver a oportunidade de visitar a Terceira. É sem dúvida um dos locais onde melhor se come fora na ilha.

Restaurante Ti Choa - 1, Grota Margarida - Serreta - 9700-661 Serreta - Ilha Terceira - Açores - Tel. 295 989 162

24 de julho de 2008

Monte Sinai : o meu cantinho especial...

Conheço o snack-bar / restaurante Monte Sinai há 25 anos e o local nunca mudou... A primeira vez que lá estive - ainda adolescente, foi para comer um frango no churrasco após uma manhã toda a nadar nas águas límpidas do Lago Azul, um dos recantos mais tranquilos situados na albufeira da barragem de Castelo de Bode. Desde então, passou a ser o meu cantinho especial, aquele onde só levo os amigos e familiares mais queridos...



Chega-se lá passando por Ferreira do Zêzere, uma vila onde nasceu o meu avô materno, não muito distante da bela cidade de Tomar. A estradinha serpenteia por entre eucaliptos e pinheiros, e paira no ar um aroma irresistível de ervas aromáticas. Há sempre um ou dois cães a dormir preguiçosamente no terraço que domina a esplanada do restaurante, flores e manjericos em vasos, pássaros a cantar...



Existe uma casinha branca bem cuidada que acolhe a sala de restaurante, mas quem é que quer ficar lá dentro quando há uma esplanada tão ampla e acolhedora lá fora, com uma vista deslumbrante para o lago...?



O sítio ideal para gozar plenamente o final de um dia quente de Verão, com alguma frescura a subir das águas puras, na sombra aconchegante de videiras, nespereiras, oliveiras... Sente-se lá uma paz absoluta, rara...



Não é um restaurante fino, não. Mas esse é mais um dos charmes do Monte Sinai. Serve-se lá uma comida honesta - tipo tasquinha - às horas de refeições; umas bebidas, uns petiscos, etc... Espero que continue assim por muito tempo ainda: simples, sereno, despretensioso. Pois é mesmo assim que eu quero para sempre este meu cantinho de Paraíso...

Restaurante / Snack-Bar Monte Sinai
Lago Azul - Cerejeira
2240 Ferreira do Zêzere - PORTUGAL
Tel. 249 361 811

28 de fevereiro de 2008

Gastronomia francesa : património mundial ?


Autor : RGJ

«Sejam bem vindos, Madame e Monsieur, posso ficar com os casacos, luvas e poupanças...?»



Autor : Goddard

«Chez Pretencioso, Restaurante - A única coisa que vai conseguir pronunciar: 25 libras»

Ler artigo

25 de fevereiro de 2008

Arte no Trinca Espinhas



Além de escrever vários blogs - entre os quais o simpático Popote & Papote dedicado à culinária, o meu querido amigo Jean-Claude Petit é sobretudo um artista plástico dotado, cuja inspiração principal é o litoral alentejano onde se radicou já há alguns anos.

Se passar por Sines, não perca a oportunidade de descobrir algumas das suas obras luminosas, expostas no famoso restaurante Trinca Espinhas de Sines - Praia de São Torpes, onde se saboreiam uns dos melhores e mais frescos peixes e mariscos de Portugal.

Inauguração da exposição : dia 1 de Março de 2008 pelas 17h00


6 de dezembro de 2007

Bolo de chocolate à Tia Alice



O restaurante Tia Alice consta entre os dez melhores restaurantes de cozinha tradicional de Portugal. Sorte minha, fica a uns escassos 30 minutos de automóvel da minha casa. Já tive o prazer de lá jantar e posso garantir que a fama do estabelecimento é mais que merecida. Comem-se lá pratos portugueses deliciosos feitos amorosamente pela D. Alice Marto - proprietária e cozinheira, num quadro requintado e intimista... Não é portanto de admirar que as melhores revistas nacionais da especialidade tenham destacado vezes sem conta esta preciosidade dos arredores de Fátima, como por exemplo a elegante Gula, onde encontrei a receita deste bolo de chocolate - receita da capa - que costuma ser servido no célebre restaurante com uma calda de chocolate e uma bola de gelado de baunilha... Simples e divinal.

Ingredientes para 6 pessoas

- 250 g de farinha de trigo
- 150 g de açúcar
- 150 g de manteiga amolecida
- 150 g de chocolate preto para culinária em barra (70% de cacau)
- 1 colher (café) de fermento em pó
- 3 ovos (gemas e claras separadas)
- 3 colheres (sopa) de leite
- açúcar em pó para decorar
- manteiga para untar
- farinha para polvilhar

Preparação

Pré-aquecer o forno a 180ºC. Untar uma forma redonda (sem buraco) com manteiga e polvilhar com farinha. Reservar.

Peneirar a farinha juntamente com o fermento. Reservar.

Cortar o chocolate em quadradinhos e levá-lo a derreter juntamente com metade da manteiga em banho-maria, sem parar de mexer. Reservar.

Bater muito bem a manteiga restante com o açúcar. Juntar as gemas uma por uma, alternando com a farinha e o leite. Bater sempre até fazer bolhas.

À parte, bater as claras em castelo. Incorporar muito delicadamente o preparado anterior às claras em castelo, sem bater.

Transferir o preparado para a forma e levar ao forno por 35-40 minutos, a 180ºC. Retirar o bolo do forno e deixar repousar por 5 minutos antes de desenformar sobre uma grelha. Polvilhar com um pouco de açúcar em pó. Servir o bolo ligeiramente morno ou frio.

Ver outra receita de bolo de chocolate

Restaurante Tia Alice
Rua do Adro - Fátima
Tel. 249 531 737


Açúcar em pó : Açúcar de confeiteiro
Claras em castelo : Claras em neve

29 de novembro de 2007

Noite de fados na Lameirinha

Já se tornou quase tradição...! Quando começa o Inverno, o restaurante Policarpo costuma presentear-nos com uma fantástica noite de fados, acompanhada por um jantar delicioso. Se viverem perto de Ourém ou se estiverem de passagem pelo concelho, não percam. Vale mesmo a pena pelo ambiente alegre e aconchegante.

Noite de Fados com os Fadistas Ana Marina, Fernando Rodrigues, José António e António João. Viola : Duarte Santos. Guitarra portuguesa : João Nuncio.

Jantar : Sopa - Bacalhau assado com batatas à murro - Lombo assado no forno - Sobremesa - Bebidas - Café

Preço : 15 € (jantar + espectáculo)

Dia 1 de Dezembro de 2007 pelas 20h30
Restaurante Policarpo
Rua São Sebastião, nº5
2435 Lameirinha - Seiça (OURÉM)
Marcação de reservas : 249 574 203 ou 913 806 352

Fóto : a fadista Ana Marina

18 de junho de 2007

Cafetaria Ikea : fujam !



Tive a péssima ideia de ir às compras à célebre loja sueca de Alfragide durante um fim de semana... Bem, não preciso contar, porque todos sabem: voltas e mais voltas no parque de estacionamento para encontrar lugar, nós todos aos empurrões lá dentro, garotos berrantes a saltar em cima dos sofás e dos colchões expostos... A rotina habitual de um Sábado na loja Ikea, mais concorrida que o bairro lisboeta de Alfama em tempos de Santos Populares...!

Às 21h30, ainda não tínhamos saído de lá e como precisávamos de mais uma hora e meia para regressar à nossa província, resolvemos jantar na cafetaria da loja, que prometia um fantástico menu tipicamente sueco por pouco mais de 5 €/pessoa... Começou mal: a cafetaria estava apinhada e só cheirava à fritos. Uns empregados visivelmente aborrecidos e bocejantes despejaram uns pretensos kottebulars no meu prato. O meu marido escolheu rösti de salmão.

Dentro do meu prato constavam 10 almôndegas - fritas - com um triste aspecto, tipo comida enlatada para animais, banhadas num molho industrial mal diluído e acompanhadas por batatas fritas queimadas e moles. A "coisa" que o meu marido tentou comer ainda me pareceu pior. Notava-se que o tal salmão não passava de um tipo estranho de delícias do mar e que os legumes de cores suspeitas que o acompanhavam tinham saído recentemente de uma lata duvidosa... Eu pensava que a minha pior experiência culinária tinha sido uma sanduíche oleosa de pão baguette mole com merguez e batata frita comida num estádio durante um jogo do PSG, nos arredores de Paris, mas afinal, existe muito pior ainda...

O meu conselho: vá ao McDonald's que, gorduras por gorduras, fica muito melhor servido com o mesmo orçamento. Se eu fosse embaixadora da Suécia em Portugal, mandava fechar a cafetaria da loja Ikea por razões de ultraje ao bom nome da gastronómia sueca genuína!

Também aconselho que evitem a lojinha de produtos alimentares: vendem lá salmão marinado sueco de viveiro rasca muito mais caro que um bom salmão fumado escocês selvagem. É uma roubalheira autêntica! E por ter experimentado alguns, garanto que os produtos que vendem não são grande pistola, tirando os chocolates D'aim e um ou dois pacotes de bolachas.

Uma experiência para não repetir.

Nota : e parece que não sou a única... Ler artigo de Lourenço Viegas.

11 de junho de 2007

Havemos de ir a Viana...

Aproveitamos o feriado e o fim de semana prolongado para passear pelo Norte. Quem conhece a região pode confirmar que é uma terra cheia de encantos diversos, tradições e história. Três dias não bastam para conhecer tudo, nem de longe...! Todavia, foi uma pausa maravilhosa.



Quando chegamos a Viana do Castelo, fomos logos atraídos pela igreja de Santa Luzia que domina orgulhosamente a cidade...



A bruma matinal que subia do Atlântico tinha transformado a paisagem em cenário de conto de fadas...



Após uma visita demorada, a fome começou a apertar... Dirigimos-nos então para a belíssima pousada de Santa Luzia para tomar um aperitivo e almoçar.



Detesto tirar fotografias nos restaurantes, mas garanto que o bacalhau com broa, o peito de frango recheado com farinheira e o vinho do Douro que nos foram servidos no restaurante da pousada eram divinais. Sem falar no quadro chiquérrimo nem no serviço impecável...



Partimos da pousada em direcção à aldeia próxima de Areosa onde tínhamos reservado um pequeno apartamento na Quinta da Boa Viagem... Gostamos muito mais de turismo rural ou de habitação que de hotéis. Permite que se ajude a preservar magnífico património histórico privado desfrutando de locais fora do vulgar.



A quinta deve o nome "Boa Viagem" à pequena capela de 1512 que se pode ver logo à entrada. O alpendre costumava servir de local de descanço aos peregrinos que viajavam a pé para Santiago de Compostela.



A entrada principal da quinta da Boa Viagem...



A quinta começou a ser edificada no século XI. Reconhece-se o traço de uma torre fortificada na habitação principal cuja últimas alterações foram feitas no século XVI. Quem nos contou a história do local foi o descendente directo do seu primeiro proprietário em pessoa...



Alojamentos para os hóspedes...



Representação do primeiro habitante da quinta...



O tanque...



Vista da habitação principal...



Pormenor do jardim...



Chinesices barrocas no jardim...



Vegetação exuberante...



Nem apetecia sair... Piquenique frugal no jardim: presunto, camarão grande, espumante do Douro, pão fresco e manteiga... Vista para o mar...



O local de oração mais romântico do mundo, no jardim...



Um cantinho barroco do jardim dedicado à frescura e à preguiça...



Fontes e mais fontes...



Um regato onde costumam brincar as crianças de Areosa quando o calor aperta...



A quinta tem uma piscina muito agradável... Mas o mar fica ali tão perto...!



Não podíamos passar sem uma visita a Guimarães, berço de Portugal que lá nasceu dia 24 de Junho de 1185... Uma cidade maravilhosa que merece uma visita prolongada.



Ao cuidado das amigas brasileiras: a placa comemorativa que se encontra debaixo da estátua do Fundador foi oferecida pelo Brasil...



Durante uma breve passagem por Braga, o João não resistiu e comeu uma francesinha (obviamente estou-me a referir ao célebre snack nortenho...!) no famoso Café Vianna.



Outro dos encantos desta viagem pelo Minho foi ter conhecido pessoalmente a querida Fátima (do lado direito, na fóto; a outra, sou eu), a já famosa autora do blog 100% Açúcar. Acreditam que estávamos a pousar mesmo frente à famosa pastelaria Natário de Viana do Castelo e que nem sequer comi uma bola de Berlim...? O tempo era pouco - roubei a Fátima a um marido doente e às meninas que esperavam por ela na piscina (perdoem-me, sim...?), e não queria perdê-lo a comer um bolo - mesmo do melhor, e perdendo também preciosos minutos de uma conversa tão agradável. Mais pormenores aqui...



Já no caminho do regresso, almoçamos no Celeiro, um restaurante muito simpático dos arredores de Ponte de Lima, precisamente na aldeia de Bertiandos, numa rua paralela ao lindo solar que podem ver na fóto acima.



Ainda paramos pelo caminho em Vila Verde e no Porto onde nos encontramos com duas amigas queridas. Após tantas coisas lindas, amizade, carinho..., o regresso custou muito...! Sem dúvida possível, voltaremos...!

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Para comer bem, dormir, namorar, tomar uma bebida...

Quinta da Boa Viagem
Areosa - Viana do Castelo
Tel. 258 835 835 / 935 835 835
E-mail: reservas@quintadaboaviagem.com
Site

Pousada do Monte de Santa Luzia
Monte de Santa Luzia
Viana do Castelo
Site

Restaurante Casa d'Armas
Largo 5 de Outubro, 30 - R/C
Viana do Castelo
Tel. 258 824 999

Pastelaria Natário
Av. Combatentes da Grande Guerra
Viana do Castelo
Tel. 258 826 856

Restaurante O Celeiro
Bertiandos - Ponte de Lima
Tel. 258 942 815

Café Vianna
Av. Central - Arcada
4700 Braga
Tel. 253 262 336

22 de maio de 2007

Pizaria "O Padeiro", Caxarias (Ourém)


Piza 4 Fiambres, O Padeiro

Desde que a minha pizaria favorita fechou, andava desesperada... Estou a exagerar, claro, porque até me safo bem a fazer piza caseira. Mas quando a casa anda em obras e que o forno está fora de mão, piza pronta faz falta. Felizmente para mim e para os meus conterrâneos, abriu uma pizaria nova na vila de Caxarias (concelho de Ourém): O Padeiro.

As doze pizas caseiras que propõe O Padeiro são bastante honestas do ponto de vista gustativo. A massa, fofinha e perfeitamente levedada, relembra um pouco as pizas de uma conhecida cadeia americana de pizarias. Quanto aos preços, são relativamente razoáveis: contar 11 € para a maior (bem grande, de facto). Bónus : a casa oferece 1 piza grande para 6 pizas compradas.

As pizas podem ser degustadas no próprio estabelecimento ou encomendadas via telefone através do serviço take away: 249 571 105.


O Padeiro

Avenida 21 de Junho, nº63
2435-087 Caxarias - OURÉM
Tel. 249 571 105
Encomendas até às 20h00 (este horário será alargado em breve)

3 de maio de 2007

Restaurantes sem fumo

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«Ai, aqueles velhos tempos ! Agora estão todos mortos...»

Agradecimentos : TeoDias - Fonte : Superinteressante