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30 de julho de 2007

Anónimo enjoativo


Getty Images

Vejo-me forçada a activar a moderação de comentários deste blog... Desde uns dias para cá, anda uma pessoa "anónima" (cobarde!) a deixar comentários desagradáveis no Bistrot. Eu até podia apagar simplesmente os comentários - o que faço, obviamente - e deixá-la cansar-se de ser tão estupida, mas pessoas obcecadas costumam ser persistentes. Aliás, não é assim tão anónima como pensa, já que consegui os seus contactos através da morada IP que deixa atrás de si sempre que me visita. Pois é... A Internet deixa rastro. Pelo que leio, essa pessoa não percebe pevide de culinária, mas acha-se engraçada com as suas zombarias. Aconselho-lhe que faça alguma coisa produtiva e inteligente na sua vida, "anónimo". A sua existência deve ser bem feia, aborrecida e triste para passá-la a divertir-se com coisas de tão mau gosto.

18 de junho de 2007

Cafetaria Ikea : fujam !



Tive a péssima ideia de ir às compras à célebre loja sueca de Alfragide durante um fim de semana... Bem, não preciso contar, porque todos sabem: voltas e mais voltas no parque de estacionamento para encontrar lugar, nós todos aos empurrões lá dentro, garotos berrantes a saltar em cima dos sofás e dos colchões expostos... A rotina habitual de um Sábado na loja Ikea, mais concorrida que o bairro lisboeta de Alfama em tempos de Santos Populares...!

Às 21h30, ainda não tínhamos saído de lá e como precisávamos de mais uma hora e meia para regressar à nossa província, resolvemos jantar na cafetaria da loja, que prometia um fantástico menu tipicamente sueco por pouco mais de 5 €/pessoa... Começou mal: a cafetaria estava apinhada e só cheirava à fritos. Uns empregados visivelmente aborrecidos e bocejantes despejaram uns pretensos kottebulars no meu prato. O meu marido escolheu rösti de salmão.

Dentro do meu prato constavam 10 almôndegas - fritas - com um triste aspecto, tipo comida enlatada para animais, banhadas num molho industrial mal diluído e acompanhadas por batatas fritas queimadas e moles. A "coisa" que o meu marido tentou comer ainda me pareceu pior. Notava-se que o tal salmão não passava de um tipo estranho de delícias do mar e que os legumes de cores suspeitas que o acompanhavam tinham saído recentemente de uma lata duvidosa... Eu pensava que a minha pior experiência culinária tinha sido uma sanduíche oleosa de pão baguette mole com merguez e batata frita comida num estádio durante um jogo do PSG, nos arredores de Paris, mas afinal, existe muito pior ainda...

O meu conselho: vá ao McDonald's que, gorduras por gorduras, fica muito melhor servido com o mesmo orçamento. Se eu fosse embaixadora da Suécia em Portugal, mandava fechar a cafetaria da loja Ikea por razões de ultraje ao bom nome da gastronómia sueca genuína!

Também aconselho que evitem a lojinha de produtos alimentares: vendem lá salmão marinado sueco de viveiro rasca muito mais caro que um bom salmão fumado escocês selvagem. É uma roubalheira autêntica! E por ter experimentado alguns, garanto que os produtos que vendem não são grande pistola, tirando os chocolates D'aim e um ou dois pacotes de bolachas.

Uma experiência para não repetir.

Nota : e parece que não sou a única... Ler artigo de Lourenço Viegas.

23 de maio de 2007

Death by Veganism


Getty Images

«Indigenous cuisines offer clues about what humans, naturally omnivorous, need to survive, reproduce and grow: traditional vegetarian diets, as in India, invariably include dairy and eggs for complete protein, essential fats and vitamins. There are no vegan societies for a simple reason: a vegan diet is not adequate in the long run.»

Foi através do blog Accidental Hedonist que descobri este artigo preocupante do New York Times sobre os perigos do veganismo radical.

Para ler e reflectir...

14 de maio de 2007

Delícias da treta...!


Delícias do mar

Delícias do mar, kani-kama, surimi... Existem muitos nomes para designar uma certa "comida" mais que duvidosa... Além de não terem qualquer sabor e quase nenhum valor nutritivo, parece que as coisas nojentas e alanrajadas que podem ver na fóto acima - poeticamente chamadas "delícias do mar, de lagosta, etc." por terras lusas - entraram nos hábitos alimentares de muita (boa, até) gente desde a década de 1980. Talvez por também conterem poucas calorias e serem relativamente baratas...? De certeza. Mas as conservas nacionais de sardinha, bonito, atum, cavala, etc. também são baratas, pouco calóricas e muito mais nutritivas...


Kamaboko japonês

É uma ofensa culinária comparar "delícias" do mar com o kamaboko japonês que se costuma confeccionar desde o séc. XVII. Este último, fabricado artesanalmente com base em peixes nobres (pescada, bacalhau, etc...), é bom e permite conservar o peixe de maneira que seja possível consumí-lo em qualquer altura do ano. Para o outro, o mais vulgar que chega aos nossos supermercados ocidentais, tudo o que vem à rede é "fish": aproveitam-se peixes normalmente inconsumúveis apanhados acidentalmente nas redes com os outros (e quebra-se assim a cadeia alimentar, mais uma vez, pondo em risco espécies nobres...). De qualquer modo, ninguém vê o que come: é tudo processado industrialmente - se vissem como, nunca mais lhe tocavam - para a obtenção daquela pasta deslavada intragável. É preciso saber que as tais "delícias" contêm pouco mais de 30% de peixe. O resto...? Ingredientes sintéticos, aromas artificias de peixe e marisco, conservantes, gelatinas animais, etc. Tão bom, nê...?!


Delícias do mar : o prato favorito da OUTRA Elvira...

Eu fico fula quando me trazem à mesa, no restaurante, um arroz de marisco ou uma cataplana com aquela coisa a boiar lá dentro. O quê...?! Um produto tão reles a fazer-se de importante na mesma panela que lagosta de verdade, amêijoas e tamboril, num prato tradicional ainda por cima...?! Só me apetece devolver a comida e desatar aos berros pela cozinha dentro.

Delícias do mar à sério...? Só peixe e marisco mesmo. Todo o resto não merece mais que desprezo.