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24 de julho de 2008

Monte Sinai : o meu cantinho especial...

Conheço o snack-bar / restaurante Monte Sinai há 25 anos e o local nunca mudou... A primeira vez que lá estive - ainda adolescente, foi para comer um frango no churrasco após uma manhã toda a nadar nas águas límpidas do Lago Azul, um dos recantos mais tranquilos situados na albufeira da barragem de Castelo de Bode. Desde então, passou a ser o meu cantinho especial, aquele onde só levo os amigos e familiares mais queridos...



Chega-se lá passando por Ferreira do Zêzere, uma vila onde nasceu o meu avô materno, não muito distante da bela cidade de Tomar. A estradinha serpenteia por entre eucaliptos e pinheiros, e paira no ar um aroma irresistível de ervas aromáticas. Há sempre um ou dois cães a dormir preguiçosamente no terraço que domina a esplanada do restaurante, flores e manjericos em vasos, pássaros a cantar...



Existe uma casinha branca bem cuidada que acolhe a sala de restaurante, mas quem é que quer ficar lá dentro quando há uma esplanada tão ampla e acolhedora lá fora, com uma vista deslumbrante para o lago...?



O sítio ideal para gozar plenamente o final de um dia quente de Verão, com alguma frescura a subir das águas puras, na sombra aconchegante de videiras, nespereiras, oliveiras... Sente-se lá uma paz absoluta, rara...



Não é um restaurante fino, não. Mas esse é mais um dos charmes do Monte Sinai. Serve-se lá uma comida honesta - tipo tasquinha - às horas de refeições; umas bebidas, uns petiscos, etc... Espero que continue assim por muito tempo ainda: simples, sereno, despretensioso. Pois é mesmo assim que eu quero para sempre este meu cantinho de Paraíso...

Restaurante / Snack-Bar Monte Sinai
Lago Azul - Cerejeira
2240 Ferreira do Zêzere - PORTUGAL
Tel. 249 361 811

29 de novembro de 2007

Noite de fados na Lameirinha

Já se tornou quase tradição...! Quando começa o Inverno, o restaurante Policarpo costuma presentear-nos com uma fantástica noite de fados, acompanhada por um jantar delicioso. Se viverem perto de Ourém ou se estiverem de passagem pelo concelho, não percam. Vale mesmo a pena pelo ambiente alegre e aconchegante.

Noite de Fados com os Fadistas Ana Marina, Fernando Rodrigues, José António e António João. Viola : Duarte Santos. Guitarra portuguesa : João Nuncio.

Jantar : Sopa - Bacalhau assado com batatas à murro - Lombo assado no forno - Sobremesa - Bebidas - Café

Preço : 15 € (jantar + espectáculo)

Dia 1 de Dezembro de 2007 pelas 20h30
Restaurante Policarpo
Rua São Sebastião, nº5
2435 Lameirinha - Seiça (OURÉM)
Marcação de reservas : 249 574 203 ou 913 806 352

Fóto : a fadista Ana Marina

12 de julho de 2007

Coelho à Conde de Ourém



Esta é uma receita requintadíssima proveniente do restaurante da pousada Conde de Ourém. Apesar de ser uma especialidade da minha terra, foi-me enviada por uma amiga querida do Porto que a obteve do próprio Chefe por achá-la deliciosa. Já jantei na pousada de Ourém, mas naquela altura ainda me recusava a levar carne de coelho à boca... Um prato daqueles de comer e chorar por mais, para receber amigos e... elogios!

Ingredientes para 4 pessoas

- 1 coelho cortado em pedaços com os miúdos (fígado, etc.)
- 1 garrafa de vinho tinto
- 1 folha de louro
- 1 colher (chá) de pimentão doce
- 1 pitada de sementes de cominhos
- 1 haste de orégãos frescos
- 4-5 hastes de salsa
- 1 haste de alecrim
- 1 haste de carqueja
- 1 alho-francês
- sal & pimenta moída na altura
- 1 haste de hortelã
- 2 cebolas picadas finamente
- 2 dentes de alho picados finamente
- 1 cenoura cortada em cubinhos pequenos
- 75 g de bacon cortado em cubinhos
- 2 colheres (sopa) de banha
- 1 colher (sopa) de azeite
- 2 copos de arroz carolino
- 1 macheia de nozes picadas grosseiramente
- 1 couve pequena separada em folhas (repolho ou lombardo)



Preparação

Colocar os pedaços de coelho num recipiente fundo. Juntar o vinho tinto, o louro, o pimentão doce, os cominhos, os orégãos, a salsa, o alecrim, a carqueja, a parte verde do alho-francês, sal e pimenta. Transferir um pouco da marinada do coelho para uma tigela e adicionar os miúdos do coelho e a hortelã. Cobrir o recipiente do coelho e a tigela com os miúdos. Deixar marinar por pelo menos 8 horas.

Derreter a banha em lume médio. Adicionar a parte branca do alho-francês cortada em rodelas finas, 1 cebola picada, 1 dente de alho picado e os pedaços de coelho previamente escorridos (filtrar e reservar a marinada). Cozinhar até a carne se apresentar dourada de todos os lados. Cobrir com uma tampa e deixar estufar em lume brando até a carne ficar bem cozida mas não seca. Regar de vez em quando com pequenas quantidades de marinada.

Pré-aquecer o forno a 180ºC. Aferventar as folhas de couve em água temperada de sal por 3-4 minutos. Escorrer e reservar.

Aquecer o azeite num tacho. Juntar a cebola e o alho picados restantes, os cubinhos de cenoura, o bacon e os miúdos do coelho previamente escorridos e cortados em pedacinhos. Refogar em lume médio, mexendo com frequência até alourar. Adicionar o arroz e envolver. Acrescentar 2 copos de marinada e 3 copos de água. Temperar com sal e pimenta. Cobrir com uma tampa e cozinhar em lume brando por 12-15 minutos (o arroz deve ficar malandrinho).

Forrar uma assadeira alta ou um tacho de barro com folhas de couve. Dispor os pedaços de coelho na assadeira e espalhar as nozes picadas. Cobrir com as folhas de couve restantes e levar ao forno até as folhas de couve alourarem ligeiramente.

Retirar a assadeira do forno e servir de imediato, acompanhando com o arroz.

Nota : esta receita também pode ser confeccionada com frango do campo ou galinha.

Pimentão doce : Paprika - Semente : Grão - Orégãos : Orégano - Alho-francês : Alho-poró - Pimenta : Pimenta do reino

9 de julho de 2007

Festa dos Tabuleiros 2007



Termina hoje a Festa dos Tabuleiros. A festa popular mais famosa de Portugal decorre em Tomar, a minha cidade natal, de quatro em quatro anos. As suas origens perdem-se no tempo. Inicialmente, tratava-se de uma festa pagã romana que celebrava a ceifa do trigo. Só começou a ter uma interpretação cristã no início do séc. XIV quando a Rainha Santa Isabel a dedicou ao Espírito Santo. O símbolo mais forte continua a ser o trigo, que encontramos sob a forma de pães espetados nos célebres tabuleiros ornamentados com belíssimas flores de papel. Em outros tempos, o pão da festa era depois dado aos pobres. De hoje em dia, de forma obviamente mais moderna, o espírito continua intacto, já que todos os benefícios da festa são doados à organizações de caridade.



Durante os dez dias que dura a festa, realizam-se em Tomar várias iniciativas como jogos populares, touradas, concertos, ruas decoradas, tasquinhas de ruas, etc... Mas o dia D é no último Domingo com o tradicional desfile dos tabuleiros levados por moças vestidas de branco e ajudadas nessa cansativa tarefa por rapazes. Este ano, havia mais de 650 tabuleiros representando as várias freguesias do concelho de Tomar. Uma maré de cores inesquecível, de uma beleza de cortar a respiração... Aqui podem ver algumas fótos das decorações da cidade e do desfile. Mas nunca será como ver tudo isto com os próprios olhos, claro. Falta a música, o cheiro da murta, o calor do sol, o movimento...

















































Foi lindo. Haverá mais. Em 2011...! Para a próxima, não percam...

Mais informações sobre a Festa dos Tabuleiros de Tomar

27 de fevereiro de 2007

Festa do Vinho Novo de Ourém



O Grupo de Teatro Apollo - Centro Cultural e Recreativo de Pêras Ruivas, vai estar presente no jantar medieval da Festa do Vinho Novo, no próximo dia 2 de Março, pelas 20h00, através da peça "Vinho Medieval de Ourém". O convite é da Câmara Municipal de Ourém.

A peça apresenta o Sr. Infante que convida os seus amigos para um jantar onde é provado o vinho medieval de Ourém. Os métodos da pisa das uvas brancas, a prensagem, o envasilhamento bem como alguns dos locais onde se conservam o vinho, tais como os lagares e as vasilhas são assuntos conversados com dois dos empregados da casa: Constantino e Luís. Os convidados chegam e dá-se início ao jantar, com o brinde ao Vinho Medieval de Ourém.