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10 de setembro de 2008

Restaurante Ti Choa - Ilha Terceira, Açores



Como explicava mais abaixo, o meu marido está neste momento na ilha Terceira a tratar de todos aqueles pormenores relativos à nossa próxima instalação lá. Todos os dias tem-me mandado fótos que me deixam cheia de saudades daquele local mágico para o qual escolhemos ir viver. Entre as quais estas de um restaurante maravilhoso - o Ti Choa - onde também já estive a almoçar com uns amigos terceirenses muito queridos no passado mês de Maio. Infelizmente, como já era noite, o João não tirou fotografias do exterior - uma casa lindíssima de estilo tipicamente açoriano, mas podem ver algumas aqui e também aqui.


O Ti Choa tem uma sala vasta mas aconchegante, mobilada e decorada com peças antigas, velharias e artesanato local, tudo organizado com muito bom gosto pela proprietária, uma jovem senhora bonita e sempre bem disposta que nos faz sentir em casa logo que passamos a porta do estabelecimento. Há uma ampla lareira onde se coze pão à vista dos clientes, geralmente à 6ª. Mas é melhor não abusar do pãozinho quente e cheiroso barrado com a lendária manteiga produzida na ilha, pois há muitas coisas boas para provar na ementa do Ti Choa. A morcela regional frita (fóto acima), que vem geralmente acompanhada de laranja da Terceira ou de ananás de São Miguel, é simplesmente divinal para começar a refeição. Segue-se um festival de especialidades regionais entre as quais a imperdível alcatra, o polvo estufado, as carnes de matança, etc. Nem sei dizer do que mais gostei mas lembro-me sempre com muito prazer daquelas comidas caseiras cozinhadas à moda antiga, tão apuradas e bem preparadas.


Não me lembro do que o meu marido e os nossos amigos pediram para a sobremesa. Eu escolhi o bolo mais famoso da ilha, o Dona Amélia, caseiro também e delicioso. Para terminar, acompanhando o café, trouxeram-nos várias garrafas de digestivos locais, como o licor de amoras, a aguardente de canela e a tradicional angelica, um vinho doce muito perfumado, típico da ilha do Pico. A garrafa de angelica que podem ver na fóto servida no Ti Choa, tem uma história engraçada pois é produzida artesanalmente por um senhor polícia de profissão. Só poderá comprar uma igual se conhecer o tal senhor ou eventualmente um dos seus colegas...

Já perceberam que aconselho uma visita demorada deste cantinho de bom gosto e sabores genuínos a quem tiver a oportunidade de visitar a Terceira. É sem dúvida um dos locais onde melhor se come fora na ilha.

Restaurante Ti Choa - 1, Grota Margarida - Serreta - 9700-661 Serreta - Ilha Terceira - Açores - Tel. 295 989 162

24 de julho de 2008

Monte Sinai : o meu cantinho especial...

Conheço o snack-bar / restaurante Monte Sinai há 25 anos e o local nunca mudou... A primeira vez que lá estive - ainda adolescente, foi para comer um frango no churrasco após uma manhã toda a nadar nas águas límpidas do Lago Azul, um dos recantos mais tranquilos situados na albufeira da barragem de Castelo de Bode. Desde então, passou a ser o meu cantinho especial, aquele onde só levo os amigos e familiares mais queridos...



Chega-se lá passando por Ferreira do Zêzere, uma vila onde nasceu o meu avô materno, não muito distante da bela cidade de Tomar. A estradinha serpenteia por entre eucaliptos e pinheiros, e paira no ar um aroma irresistível de ervas aromáticas. Há sempre um ou dois cães a dormir preguiçosamente no terraço que domina a esplanada do restaurante, flores e manjericos em vasos, pássaros a cantar...



Existe uma casinha branca bem cuidada que acolhe a sala de restaurante, mas quem é que quer ficar lá dentro quando há uma esplanada tão ampla e acolhedora lá fora, com uma vista deslumbrante para o lago...?



O sítio ideal para gozar plenamente o final de um dia quente de Verão, com alguma frescura a subir das águas puras, na sombra aconchegante de videiras, nespereiras, oliveiras... Sente-se lá uma paz absoluta, rara...



Não é um restaurante fino, não. Mas esse é mais um dos charmes do Monte Sinai. Serve-se lá uma comida honesta - tipo tasquinha - às horas de refeições; umas bebidas, uns petiscos, etc... Espero que continue assim por muito tempo ainda: simples, sereno, despretensioso. Pois é mesmo assim que eu quero para sempre este meu cantinho de Paraíso...

Restaurante / Snack-Bar Monte Sinai
Lago Azul - Cerejeira
2240 Ferreira do Zêzere - PORTUGAL
Tel. 249 361 811

19 de maio de 2008

Alguidar para alcatra


Alguidar para alcatra

A alcatra é uma especialidade culinária típica da ilha Terceira, cozinhada num alguidar de barro não vidrado. A alcatra mais comum é de carne de vaca, mas também existem alcatras de frango, coelho, peixe ou ainda mariscos. Como não podia deixar de ser, regressei ao continente com um desses alguidares na mochila. Em breve, postarei a receita da alcatra de carne...


Olaria de Angra do Heroísmo, ilha Terceira

A olaria artesanal de Angra do Heroísmo ainda fabrica os tais alguidares à moda antiga, como podem conferir na fóto acima. Há de vários tamanhos. Escolhi o médio - para 4-6 pessoas - que me custou 10 €. Antes de usar o alguidar pela primeira vez, é preciso respeitar algumas regras para que este não estale nem deixe um mau sabor nos alimentos.


Ilha Terceira, Açores - Portugal

Aqui vai o modo de preparo do alguidar, tal como me foi explicado na olaria:

1 - Demolhar o alguidar num recipiente com água fria durante 3-4 dias
2 - Retirar o alguidar da água e deixar secar de um dia para o outro
3 - Esfregar o interior do alguidar com banha ou manteiga
4 - Colocar um pedaço de toucinho ou uns ossos no alguidar e encher com vinho branco
5 - Colocar o alguidar com o molho no forno na altura em que se liga o forno para que não haja uma diferença radical de temperatura
6 - Levar o molho a ferver a 200ºC.
7 - Desligar o forno e deixar arrefecer no interior
8 - Despejar o molho e passar o alguidar por água morna, sem usar detergente. Secar com um pano limpo.

O alguidar está pronto para cozinhar

Recomendações importantes

1 - Ter sempre cuidado com as diferenças radicais de temperatura; um choque térmico pode fazer estalar o barro

2 - É aconselhado usar somente água para limpar o alguidar, pois como não é vidrado, os detergentes podem deixar um sabor desagradável na comida

7 de abril de 2008

Algumas actualizações


Getty Images

O glossário de termos culinários Portugal - Brasil foi actualizado. Agora também poderá lá encontrar os termos culinários Brasil - Portugal, uma opção prática para quem costuma ler revistas culinárias brasileiras ou é frequentador de blogs /sites escritos em português do Brasil.

Às tabelas de equivalências de ingredientes também foram acrescentadas conversões de medidas de ingredientes e de temperaturas de forno americanas e/ou inglesas.


Espero que vos sejam úteis...!

3 de setembro de 2007

Cancoillotte



A cancoillotte, uma especialidade francesa que encontramos principalmente na gastronomia da região de Franche-Comté (onde nasceu o meu marido), mas também na região de Lorraine e no Luxemburgo fronteiriço, é um queijo magro com menos de 10% de gordura obtido à partir das réstias do leite de vaca gordo usado para a confecção do famoso queijo comté. Os pequenos grumos de leite desnatado - chamados de mettons, são derretidos em água e/ou leite e manteiga para o fabrico da cancoillotte. Também existe cancoillotte aromatizada com alho (a minha favorita) ou com vinho branco. Apresenta-se como um queijo fundido de cor amarela clara, de consistência densa, sabor suave e aroma delicado. Fria, a cancoillotte é muito boa para barrar pão. Aquecida, fica deliciosa sobre batatas cozidas para acompanhar salsichas frescas, fumados ou qualquer outro tipo de charcutarias. Também se presta muito bem a usos culinários em gratinados, quiches, tartes salgadas ou massas, por exemplo.

O meu marido e eu somos fãs desta especialidade saborosa e saudável. De cada vez que as pessoas amigas de França nos perguntam o que queremos que nos tragam de lá, respondemos sempre em coro: "Cancoillotte!" E não é que encontramos cancoillotte - natural e com alho - à venda no hipermercado Carrefour de Torres Novas...?! Maravilha! Também lá vimos queijo comté. Se ficaram curiosos e desejarem testar, já sabem: é só dirigirem-se até à loja Carrefour mais próxima.

27 de junho de 2007

Um bocadinho de Alsácia no Ribatejo

No fim de semana passado, o meu marido viajou para Alsácia onde participou na despedida de solteiro do seu melhor amigo, um rapaz oriundo daquela bela região situada a Leste de França, que conheceu do tempo em que era estudante em Estrasburgo. O João não regressou a Portugal de mãos a abanar. Trouxe de lá montes de coisas muito boas para comer e beber...!



A cultura da Alsácia é muito parecida com a da Almanha, o país fronteiriço. No entanto, nada de comidinhas light, já que o prato regional é o chucrute guarnecido com salsichas de Estrasburgo, chispe de porco, toucinho fumado, lombo e outras coisas boas. Portanto, o João não deixou de lado as charcutarias fumadas tão típicas daquela zona: presunto, salsichas, lombo, paio regional, etc. Os vinhos brancos são outros dos encantos da Alsácia e como tais, claro, não podiam faltar, assim como o famoso queijo amanteigado Munster, que tem um cheiro muito intenso mas um sabor delicado...



A Alsácia também é conhecida pelas suas interessantes massas de trigo ou de batata... Não havia espaço para colocar mais nada na mala, mas o bolo Pain d'épices e o foie gras de pato ganso são mais duas coisas a não perder se um dia tiverem a sorte de viajar por lá...

Em breve, postarei algumas receitas confeccionadas com estas suculentas iguarias...

Ver a receita da Flammekueche, a "piza" alsaciana...


18 de junho de 2007

Cafetaria Ikea : fujam !



Tive a péssima ideia de ir às compras à célebre loja sueca de Alfragide durante um fim de semana... Bem, não preciso contar, porque todos sabem: voltas e mais voltas no parque de estacionamento para encontrar lugar, nós todos aos empurrões lá dentro, garotos berrantes a saltar em cima dos sofás e dos colchões expostos... A rotina habitual de um Sábado na loja Ikea, mais concorrida que o bairro lisboeta de Alfama em tempos de Santos Populares...!

Às 21h30, ainda não tínhamos saído de lá e como precisávamos de mais uma hora e meia para regressar à nossa província, resolvemos jantar na cafetaria da loja, que prometia um fantástico menu tipicamente sueco por pouco mais de 5 €/pessoa... Começou mal: a cafetaria estava apinhada e só cheirava à fritos. Uns empregados visivelmente aborrecidos e bocejantes despejaram uns pretensos kottebulars no meu prato. O meu marido escolheu rösti de salmão.

Dentro do meu prato constavam 10 almôndegas - fritas - com um triste aspecto, tipo comida enlatada para animais, banhadas num molho industrial mal diluído e acompanhadas por batatas fritas queimadas e moles. A "coisa" que o meu marido tentou comer ainda me pareceu pior. Notava-se que o tal salmão não passava de um tipo estranho de delícias do mar e que os legumes de cores suspeitas que o acompanhavam tinham saído recentemente de uma lata duvidosa... Eu pensava que a minha pior experiência culinária tinha sido uma sanduíche oleosa de pão baguette mole com merguez e batata frita comida num estádio durante um jogo do PSG, nos arredores de Paris, mas afinal, existe muito pior ainda...

O meu conselho: vá ao McDonald's que, gorduras por gorduras, fica muito melhor servido com o mesmo orçamento. Se eu fosse embaixadora da Suécia em Portugal, mandava fechar a cafetaria da loja Ikea por razões de ultraje ao bom nome da gastronómia sueca genuína!

Também aconselho que evitem a lojinha de produtos alimentares: vendem lá salmão marinado sueco de viveiro rasca muito mais caro que um bom salmão fumado escocês selvagem. É uma roubalheira autêntica! E por ter experimentado alguns, garanto que os produtos que vendem não são grande pistola, tirando os chocolates D'aim e um ou dois pacotes de bolachas.

Uma experiência para não repetir.

Nota : e parece que não sou a única... Ler artigo de Lourenço Viegas.

11 de junho de 2007

Havemos de ir a Viana...

Aproveitamos o feriado e o fim de semana prolongado para passear pelo Norte. Quem conhece a região pode confirmar que é uma terra cheia de encantos diversos, tradições e história. Três dias não bastam para conhecer tudo, nem de longe...! Todavia, foi uma pausa maravilhosa.



Quando chegamos a Viana do Castelo, fomos logos atraídos pela igreja de Santa Luzia que domina orgulhosamente a cidade...



A bruma matinal que subia do Atlântico tinha transformado a paisagem em cenário de conto de fadas...



Após uma visita demorada, a fome começou a apertar... Dirigimos-nos então para a belíssima pousada de Santa Luzia para tomar um aperitivo e almoçar.



Detesto tirar fotografias nos restaurantes, mas garanto que o bacalhau com broa, o peito de frango recheado com farinheira e o vinho do Douro que nos foram servidos no restaurante da pousada eram divinais. Sem falar no quadro chiquérrimo nem no serviço impecável...



Partimos da pousada em direcção à aldeia próxima de Areosa onde tínhamos reservado um pequeno apartamento na Quinta da Boa Viagem... Gostamos muito mais de turismo rural ou de habitação que de hotéis. Permite que se ajude a preservar magnífico património histórico privado desfrutando de locais fora do vulgar.



A quinta deve o nome "Boa Viagem" à pequena capela de 1512 que se pode ver logo à entrada. O alpendre costumava servir de local de descanço aos peregrinos que viajavam a pé para Santiago de Compostela.



A entrada principal da quinta da Boa Viagem...



A quinta começou a ser edificada no século XI. Reconhece-se o traço de uma torre fortificada na habitação principal cuja últimas alterações foram feitas no século XVI. Quem nos contou a história do local foi o descendente directo do seu primeiro proprietário em pessoa...



Alojamentos para os hóspedes...



Representação do primeiro habitante da quinta...



O tanque...



Vista da habitação principal...



Pormenor do jardim...



Chinesices barrocas no jardim...



Vegetação exuberante...



Nem apetecia sair... Piquenique frugal no jardim: presunto, camarão grande, espumante do Douro, pão fresco e manteiga... Vista para o mar...



O local de oração mais romântico do mundo, no jardim...



Um cantinho barroco do jardim dedicado à frescura e à preguiça...



Fontes e mais fontes...



Um regato onde costumam brincar as crianças de Areosa quando o calor aperta...



A quinta tem uma piscina muito agradável... Mas o mar fica ali tão perto...!



Não podíamos passar sem uma visita a Guimarães, berço de Portugal que lá nasceu dia 24 de Junho de 1185... Uma cidade maravilhosa que merece uma visita prolongada.



Ao cuidado das amigas brasileiras: a placa comemorativa que se encontra debaixo da estátua do Fundador foi oferecida pelo Brasil...



Durante uma breve passagem por Braga, o João não resistiu e comeu uma francesinha (obviamente estou-me a referir ao célebre snack nortenho...!) no famoso Café Vianna.



Outro dos encantos desta viagem pelo Minho foi ter conhecido pessoalmente a querida Fátima (do lado direito, na fóto; a outra, sou eu), a já famosa autora do blog 100% Açúcar. Acreditam que estávamos a pousar mesmo frente à famosa pastelaria Natário de Viana do Castelo e que nem sequer comi uma bola de Berlim...? O tempo era pouco - roubei a Fátima a um marido doente e às meninas que esperavam por ela na piscina (perdoem-me, sim...?), e não queria perdê-lo a comer um bolo - mesmo do melhor, e perdendo também preciosos minutos de uma conversa tão agradável. Mais pormenores aqui...



Já no caminho do regresso, almoçamos no Celeiro, um restaurante muito simpático dos arredores de Ponte de Lima, precisamente na aldeia de Bertiandos, numa rua paralela ao lindo solar que podem ver na fóto acima.



Ainda paramos pelo caminho em Vila Verde e no Porto onde nos encontramos com duas amigas queridas. Após tantas coisas lindas, amizade, carinho..., o regresso custou muito...! Sem dúvida possível, voltaremos...!

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Para comer bem, dormir, namorar, tomar uma bebida...

Quinta da Boa Viagem
Areosa - Viana do Castelo
Tel. 258 835 835 / 935 835 835
E-mail: reservas@quintadaboaviagem.com
Site

Pousada do Monte de Santa Luzia
Monte de Santa Luzia
Viana do Castelo
Site

Restaurante Casa d'Armas
Largo 5 de Outubro, 30 - R/C
Viana do Castelo
Tel. 258 824 999

Pastelaria Natário
Av. Combatentes da Grande Guerra
Viana do Castelo
Tel. 258 826 856

Restaurante O Celeiro
Bertiandos - Ponte de Lima
Tel. 258 942 815

Café Vianna
Av. Central - Arcada
4700 Braga
Tel. 253 262 336

4 de junho de 2007

Pão de ló de Alfeizerão



Sexta-Feira fui passear até São Martinho do Porto - Estremadura, com o meu marido. Partindo da minha casa (Médio Tejo) e passando pela estrada nacional, veêm-se duas das maravilhas de Portugal: os mosteiros de Batalha e de Alcobaça. Quando chegamos a São Martinho do Porto, o ar estava quente e o céu límpido... Souberam-nos muito bem as bifanas e as cervejas tomadas no bar da praia, frente à belíssima baía... Aquela região tem muitos encantos. E um deles é... o famoso pão de ló, o melhor de Portugal - e por consequência do mundo, fabricado artesanalmente na aldeia próxima de Alfeizerão há mais de cinco gerações.



Eu bem gostaria de compartilhar a receita com vocês, mas está guardada a sete chaves, claro, como acontece com a maioria dos doces conventuais portugueses. O pão de ló original tal como é tradicionalmente feito na zona centro-oeste de Portugal foi inventado pelas religiosas de Alcobaça. O famoso pão de ló até chegou ao Japão no séc. XVI pela mão dos Jesuítas onde ainda hoje é o doce favorito dos Japoneses. Lá, chamam-lhe kasutera ou kastera, deformação do nome original do bolo: Castella (ver a versão japonesa da querida Akemi - Pecado da Gula).



Quando a ordem de Cister desapareceu, as freiras passaram a preciosa receita para uma família de Alfeizerão. Os primeiros pães de ló confeccionados fora dos conventos atingiram fama nacional quando a D. Amália Grilo os começou a vender para fora há mais de cem anos, por encomenda de famílias afidalgadas da região. É no Café Ferreira de Alfeizerão que se saboreia no entanto o genuíno pão de ló, confeccionado por descendentes directos da D. Amália Grilo. Podemos lá provar uma fatia do célebre bolo com um café ou levar um inteiro para casa, em tamanho pequeno, médio ou grande (preço : à partir de 3 €).

Não existem palavras para descrever o pão de ló de Alfeizerão: mais fofo, simples e saboroso não existe. Uma nuvem! E depois, há aquela surpresa de descobrir um coração cremoso e amarelinho no interior. Como se o doce tivesse sido confeccionado pelos próprios anjos... Simplesmente divinal!

Café Ferreira - Rua 25 de Abril, nº 215 - 2460-160 Alfeizerão - PORTUGAL

22 de maio de 2007

Pizaria "O Padeiro", Caxarias (Ourém)


Piza 4 Fiambres, O Padeiro

Desde que a minha pizaria favorita fechou, andava desesperada... Estou a exagerar, claro, porque até me safo bem a fazer piza caseira. Mas quando a casa anda em obras e que o forno está fora de mão, piza pronta faz falta. Felizmente para mim e para os meus conterrâneos, abriu uma pizaria nova na vila de Caxarias (concelho de Ourém): O Padeiro.

As doze pizas caseiras que propõe O Padeiro são bastante honestas do ponto de vista gustativo. A massa, fofinha e perfeitamente levedada, relembra um pouco as pizas de uma conhecida cadeia americana de pizarias. Quanto aos preços, são relativamente razoáveis: contar 11 € para a maior (bem grande, de facto). Bónus : a casa oferece 1 piza grande para 6 pizas compradas.

As pizas podem ser degustadas no próprio estabelecimento ou encomendadas via telefone através do serviço take away: 249 571 105.


O Padeiro

Avenida 21 de Junho, nº63
2435-087 Caxarias - OURÉM
Tel. 249 571 105
Encomendas até às 20h00 (este horário será alargado em breve)

30 de abril de 2007

Exotic Asia Market



Isto representa apenas uma pequena parte das minhas compras de sábado no supermercado Exotic Asia Market de Sacavém, a maior loja de produtos alimentares asiáticos da Península Ibérica, mesmo às portas de Lisboa. Bem, para quem como eu gosta de comida asiática, aquela loja é um paraíso autêntico...! Encontrá-se lá de tudo mesmo, da China passando pelo Japão, o Vietname, a Tailândia, a Indonésia ou a Índia: especiarias, enlatados, vinho de arroz, arrozes de todo o tipo, massas, legumes frescos, congelados, molhos, sementes, algas, ervas, etc. Não falta nada! À sério, o Exotic Asia Market não fica nada atrás dos supermercados Tang Frères de Paris XIII, bem pelo contrário. Merece até um destaque especial pela profusão de produtos japoneses e indianos de primeira qualidade. Também se podem lá comprar autênticas frigideiras wok chinesas, louça, chaleiras, cestas de bambu, almofarizes tailandeses de pedra, alguns móveis chineses lindíssimos... E não posso passar sem sublinhar a simpatia da Senhora D. Yen, gerente da loja, que me desvendou duas das suas receitas favoritas e me ofereceu um livro e alguns produtos para eu testar. Também existe uma tasquinha chinesa à entrada da loja e facultam-se aulas de culinária asiática à grupos de mais de seis pessoas. O Exotic Asia Market merece mesmo uma visita prolongada...!

Exotic Asia Market
Rua Maria Umbelina, 5 A/C
2685-148 Sacavém
PORTUGAL
Parque de estacionamento privativo
Aberto todos os dias, incluindo fins de semana e feriados, das 10h00 às 19h00

Mais informações no site www.exoticasiamarket.com

Os visitantes do Elvira's Bistrot beneficiam de descontos especiais. Basta informar os empregados das caixas que conheceram a loja através deste blog, antes do registo dos artigos.

24 de abril de 2007

Termos culinários Portugal-Brasil


Getty Images

Alguns termos culinários Portugal-Brasil e, mais abaixo, Brasil-Portugal... Este pequeno glossário será actualizado sempre que for necessário. Se conhecerem termos que não constam nesta lista, agradeço desde já a vossa colaboração, caros visitantes.

Abóbora-manteiga : Abóbora-menina
Açafrão das Índias : Curcuma, açafrão da terra
Açúcar amarelo : Açúcar de cor acastanhada, não refinado
Açúcar em pó : Açúcar de confeiteiro
Aguardente : Pinga
Aipo : Salsão
Alfazema : Lavanda
Alho-francês (ou alho-porro) : Alho-porró, alho-poró
Almofariz : Pilão
Alperce : Damasco
Amassar : Sovar
Anchova (em salmora) : Aliche
Aneto (endro) : Dill
Aquecer : Esquentar
Arrefecer : Esfriar
Arroz estufado, arroz vaporizado : Arroz parboilizado
Azeite : Azeite de oliva

Bacalhau demolhado : Bacalhau dessalgado
Badejo : Abadejo
Baguete : Pão francês
Beringela : Berinjela
Bifana : Bife, filé
Bife : Filé
Biológico : Orgânico
Boião : Pote
Bola : Pãozinho rústico
Bolbo : Bulbo
Bolinho : Pastel
Borrego : Cordeiro, carneiro
Brócolos : Brócolis
Bulgur : Trigo para quibe

Caril : Curry
Carne de ovelha : Carne de carneiro
Carne picada : Carne moída
Cebolinho : Ciboulette
Cebolo : Cebolinha verde
Chalota : Echalote
Chávena : Xícara*
Chouriço : Lingüiça portuguesa
Cidrão : Cidra
Claras em castelo : Claras em neve
Cobrir : Tampar
Côdea (do pão) : Crosta
Codornizes : Codornas
Coentros frescos : Cheiro-verde (Nordeste)
Colar : Grudar
Colher de pau : Colher de tacho
Colorau : Páprica
Colza : Canola
Costeleta : Bisteca
Cravinho : Cravo, cravinho da Índia
Crepe : Panqueca
Cubo de caldo : Tablete de caldo
Curgete (ou courgette) : Aboborinha italiana

Delícias do mar : Kani kama
Descolar : Desgrudar
Diospire : Caqui

Empadão : Escondidinho, Torta
Endro (aneto) : Dill
Entrecosto : Costela, costelinha
Entremeada : Barriga de porco
Erva-cidreira : Melissa, capim-cidreira
Erva-limão (ou erva-limeira, erva-príncipe) : Capim-limão
Ervilha torta : Ervilha de quebrar
Escalope : Filé
Esmagar : Socar
Espargos : Aspargos
Esparguete : Espaguete
Espigas : Pontas floridas de nabos ou de couves
Espumadeira : Escumadeira
Estufar : Cozinhar com a panela tampada

Febra : Bife, filé
Feijão-frade : Feijão-fradinho
Feijão-verde : Vagem
Fermento padeiro : Fermento biológico fresco
Fiambre : Presunto cozido
Filete : Filé
Fio de cozinha : Barbante
Frasco : Vidro
Frigorífico : Geladeira, refrigerador
Fumado : Defumado

Gamba : Camarão grande
Gelado : Sorvete com creme de leite
Glutamato monossódico : Aji-no-moto
Gnocchi : Nhoque
Grelo : Broto, rebento, rama...
Grumo : Grudo

Ketchup : Catchup

Lombinho de novilho : Filé mignon
Lume : Fogo

Macedónia de legumes : Seleta de legumes
Mandioca : Aipim
Massa : Macarrão
Massa de trigo sarreceno japonesa : Lámen, macarrão japonês
Massada : Macarronada
Massapão : Marzipã
Mexilhão : Marisco
Molho (de espinafres, etc.): Maço
Molho de peixe : Nam pla
Molho de soja : Shoyu
Molho picante, molho de piri-piri : Molho de pimenta
Mozzarella : Mussarela

Nabiça : Cime di rape (It.), rama verde de nabo
Natas : Creme de leite
Novilho : Boi

Óleo de colza : Óleo de canola
Óleo de palma : Azeite de dendê
Orégãos : Orégano

Pá de porco : Paleta de porco
Paio : Lombo defumado
Panar : Empanar
Pão da véspera : Pão amanhecido
Pão pita : Pão sírio
Pão ralado : Farinha de rosca
Papel absorvente : Papel toalha
Papel vegetal : Papel manteiga
Passa de uva : Uva passa
Passe-vite : Passapurê
Pastel : Bolinho
Paté : Patê
Película aderente : Filme transparente
Pequeno almoço : Café da manhã
Perna (porco, borrego) : Pernil
Pescada : Merluza
Picadora : Processador de alimentos
Pimenta : Pimenta do reino
Pimentão doce : Páprica
Pimento : Pimentão
Pinhões : Pinoles
Piri-piri : Pimenta
Piza : Pizza
Presunto : Presunto defumado

Q.B. (quanto baste) : à gosto
Queijo creme : Requeijão cremoso
Queijo flamengo : Queijo prato
Queque : Muffin

Raia : Arraia
Ramequins: Ramekins
Ramo : Maço
Ramo de cheiros : Buquê garni
Rebento de soja/feijão-mungo : Broto de feijão
Requeijão : Coalhada
Rissóis : Rissoles

Salpicão : Lingüiça defumada
Salsicha fresca : Lingüiça calabresa
Salva : Sálvia
Sandes : Sanduíche
Semente : Grão
Sésamo : Gergelim
Sorvete : Sorvete sem creme de leite
Sultana : Uva passa branca
Sumo : Suco

Tacho : Panela
Talho : Açougue
Tamarilho, tomate do Brasil : Tomate da árvore, tamarillo, tomate inglês
Tarte : Torta
Tartelete : Tortinha
Tasca, tasco : Botequim, Boteco
Torta : Rocambole
Tosta : Tostex

Varinha mágica : Mixer
Vinho de arroz : Saquê

* 1 chávena (1 cup) = 1 pote de iogurte de 250 ml

1 dl = 10 cl = 100 ml

***

TERMOS CULINÁRIOS BRASIL - PORTUGAL

Abadejo : Badejo
Abóbora-menina : Abóbora-manteiga
Abobrinha : Curgete
Açougue : Talho
Açúcar de confeiteiro : Açúcar em pó
Aipim : Mandioca
Aji-no-moto : Glutamato monossódico
Alho-poró, alho-porró : Alho-francês
Aliche : Anchova em salmora
Arraia : Raia
Arroz parboilizado : Arroz vaporizado, arroz estufado
Aspargo : Espargo
Azeite de dendê : Óleo de palma
Azeite de oliva : Azeite

Bacalhau dessalgado : Bacalhau demolhado
Barbante : Fio de cozinha
Berinjela : Beringela
Bisteca : Costeleta
Bolinho : Pastel
Brócolis : Brócolos
Broto de bambu : Rebento de bambu
Broto de feijão : Rebento de soja/feijão-mungo
Bulbo : Bolbo
Buquê garni : Ramo de cheiros

Café da manhã : Pequeno almoço
Canola : Colza
Capim-cidreira : Erva-cidreira
Capim-limão : Erva-limão, erva limeira, erva-príncipe
Caqui : Diospire
Carne moída : Carne picada
Carneiro, cordeiro : Borrego
Catchup : Ketchup
Cebolinha verde : Cebolo, cebola de rama
Cheiro-verde : Mistura de salsa e de cebolinho picados
Cidra : Cidrão
Cidrão : Erva-limeira, erva-limão
Claras em neve : Claras em castelo
Coalhada : Requeijão
Codorna : Codorniz
Costela, costelinha : Entrecosto
Creme de leite : Natas
Crosta (do pão) : Côdea
Curcuma : Açafrão-da-Índia
Curry : Caril

Damasco : Alperce
Defumado : Fumado
Desgrudar : Descolar
Dill : Aneto, endro

Echalote : Chalota
Empadão : Empada grande
Empanar : Panar
Ervilha de quebrar : Ervilha torta
Escondidinho : Empadão
Escumadeira : Espumadeira
Esfriar : Arrefecer
Esquentar : Aquecer

Farinha de rosca : Pão ralado
Fermento biológico fresco : Fermento padeiro
Filé : Bife, escalope, filete
Filé mignon : Lombinho de novilho
Filme transparente : Película aderente
Fogo : Lume
Fubá : Farinha de milho muito fina

Geladeira : Frigorífico
Gergelim : Sésamo
Grudar : Colar
Grudo : Grumo

Kani kama : Delícias do mar

Lámen : Massa de trigo sarreceno japonesa
Lavanda : Alfazema
Lingüica calabresa : Salsicha fresca
Lingüiça portuguesa : Chouriço de carne

Macarrão : Massa
Maço : Molho, ramo
Marisco : Mexilhão
Marzipã : Massapão
Melissa : erva-cidreira
Merluza : Pescada
Mixer : Varinha mágica
Molho de pimenta : Molho picante
Muffin : Queque
Mussarela : Mozzarella

Nam pla : Molho de peixe
Nhoque : Gnocchi

Óleo de canola : Óleo de colza
Orégano : Orégão
Orgânico : Biológico

Paleta de porco : Pá de porco
Panela : Tacho
Panqueca : Crepe
Pão amanhecido : Pão de véspera
Pão francês : Baguete
Pão sírio : Pão pita
Papel manteiga : Papel vegetal
Papel toalha : Papel absorvente
Paprika, ou páprica : Pimentão-doce
Passapurê : Passe-vite
Pastel : Bolinho
Patê : Paté
Pilão : Almofariz
Pimenta : Piri-piri, malagueta
Pimenta dedo-de-moça : Malagueta comprida
Pimenta do reino : Pimenta
Pimentão : Pimento
Pinga : Aguardente
Pignole, pinole : Pinhão
Polvilho doce/azedo : Fécula de mandioca
Pote : Boião
Presunto : Fiambre
Presunto defumado : Presunto
Processador de alimentos : Picadora

Queijo prato : Queijo flamengo

Ramekins : Ramequins
Refrigerador : Frigorífico
Requeijão cremoso : Queijo creme
Rissoles : Rissóis
Rocambole : Torta

Saquê : Vinho de arroz
Salsão : Aipo
Sálvia : Salva
Seleta de legumes : Mecedónia de legumes
Semolina : Farinha de milho para polenta
Shoyu : Molho de soja
Socar : Esmagar
Sovar : Amassar
Suco : Sumo

Tablete de caldo : Cubo de caldo
Tampar : Cobrir com uma tampa
Tomate da árvore, tomate inglês, tamarillo : Tomate do Brasil, tamarilho
Torta : Tarte, bolo salgado
Tortinha : Tartelete
Tostex : Tosta mista
Trigo para quibe, ou kibe : Bulgur

Uva passa : Passa de uva

Vagem : Feijão-verde
Vidro : Frasco

Xícara : Chávena*

* 1 xícara (1 cup) = 1 boião de iogurte de 2,5 dl

100 ml = 10 cl = 1 dl