Este prato é o resultado de uma fusão ilhas-continente, pois não existem javalis no nosso arquipélago - pelo menos que eu saiba. O belo pedaço de carne que aqui foi usado é parte de um bicho imponente caçado nos arredores de Évora pelo nosso tio alentejano Fernando e que nos foi gentilmente oferecido pela minha sogra, devidamente congelado e embrulhado para aguentar a viagem de avião até à ilha Terceira na bagagem do meu marido. Este "tráfico" familiar - e divertido - de bens alimentares perecíveis entre os Açores e Portugal continental tem sido uma constante das nossas viagens transatlânticas. No Verão passado, o João levou consigo uma mochila térmica cheia de cracas - um molusco típico dos Açores - para dar a provar aos pais que vivem no litoral alentejano, por exemplo. Já para não falar de cruzamentos intensivos por cima do oceano de queijos, frutas, ervas aromáticas frescas, etc. Quando tomei posse do apetecível pedaço de javali, não tive de pensar muito pois pareceu-me uma evidência cozinha-lo como se fosse uma alcatra de carne, o ex libris culinário da minha ilha. E, de facto, não podia resultar melhor. Assada lentamente no alguidar de barro tradicional com vinho de cheiro e especiarias típicas, a carne forte e escura de javali ficou extremamente saborosa e tenra. Uma pura delícia até...!
PS : já agora, aproveito para informar os meus queridos visitantes que terei de me deslocar para várias ilhas - em trabalho - durante as três próximas semanas. No entanto, não terei disponibilidade para alimentar o blogue. Até breve, com mais vivências e receitas, claro!
Ingredientes para 4 pessoas
PS : já agora, aproveito para informar os meus queridos visitantes que terei de me deslocar para várias ilhas - em trabalho - durante as três próximas semanas. No entanto, não terei disponibilidade para alimentar o blogue. Até breve, com mais vivências e receitas, claro!
Ingredientes para 4 pessoas
- aproximadamente 1,3 kg de carne de javali, com algum osso e gordura
- 1 colher (sopa) de banha de porco
- 50 g de chouriço de carne cortado em palitos
- 2 cebolas grandes cortadas em meias-luas
- 4 dentes de alho, esmagados
- 1 folha de louro grande
- 1 pé de alecrim
- 1 colher (sobremesa) de grãos inteiros de pimenta da Jamaica
- 2 cravinhos
- 2 cenouras cortadas em rodelas
- 1 l de vinho de cheiro (morangueiro)*
- 1 colher (sobremesa) de sal grosso marinho
* ou outro vinho tinto aromático e encorpado
Preparação
Untar um alguidar de barro não vidrado com a banha. Reservar.
Cortar a carne de javali em pedaços grandes, sem remover a eventual gordura. Colocar os ossos no fundo do alguidar e cobrir com os pedaços de carne.
Juntar os palitos de chouriço, as rodelas de cenoura e as meias-luas de cebola. Adicionar a pimenta da Jamaica, os cravinhos, o pé de alecrim inteiro e a folha de louro. Temperar com o sal.
Cobrir com o vinho de cheiro (reservar o que sobrar). Cobrir o alguidar com duas folhas de alumínio alimentar, fechando bem.
Levar ao forno - sem pré-aquecer - por 3 horas, a 190-200ºC. Desligar o forno e deixar arrefecer dentro do forno desligado de um dia para o outro.
No dia seguinte, verificar que o prato tem molho suficiente para não secar - se isso for necessário, acrescentar mais um pouco de vinho - ou de água - e rectificar os temperos.
Voltar a cobrir o alguidar com o alumínio e ligar o forno a 190-200ºC. Deixar aquecer por mais 1 hora. Remover o alumínio 20 minutos antes do final da cozedura para a carne tostar e o molho apurar.
Retirar o alguidar do forno e deixar repousar por 5-7 minutos antes de servir. Acompanhar com massa doce (massa sovada, pão doce...) ou pão rústico - à moda da Terceira, ou com arroz, batata cozida ou ainda massa - à moda continental.
Untar um alguidar de barro não vidrado com a banha. Reservar.
Cortar a carne de javali em pedaços grandes, sem remover a eventual gordura. Colocar os ossos no fundo do alguidar e cobrir com os pedaços de carne.
Juntar os palitos de chouriço, as rodelas de cenoura e as meias-luas de cebola. Adicionar a pimenta da Jamaica, os cravinhos, o pé de alecrim inteiro e a folha de louro. Temperar com o sal.
Cobrir com o vinho de cheiro (reservar o que sobrar). Cobrir o alguidar com duas folhas de alumínio alimentar, fechando bem.
Levar ao forno - sem pré-aquecer - por 3 horas, a 190-200ºC. Desligar o forno e deixar arrefecer dentro do forno desligado de um dia para o outro.
No dia seguinte, verificar que o prato tem molho suficiente para não secar - se isso for necessário, acrescentar mais um pouco de vinho - ou de água - e rectificar os temperos.
Voltar a cobrir o alguidar com o alumínio e ligar o forno a 190-200ºC. Deixar aquecer por mais 1 hora. Remover o alumínio 20 minutos antes do final da cozedura para a carne tostar e o molho apurar.
Retirar o alguidar do forno e deixar repousar por 5-7 minutos antes de servir. Acompanhar com massa doce (massa sovada, pão doce...) ou pão rústico - à moda da Terceira, ou com arroz, batata cozida ou ainda massa - à moda continental.






