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25 de novembro de 2008

Andanças açorianas


Praia da Vitória, ilha Terceira, Açores - Portugal

Estou de regresso ao continente, mas por muito pouco tempo. Só me falta mesmo tratar do transporte dos meus cães e gatos que vão viajar connosco, de avião. Oficialmente, já sou uma habitante da ilha Terceira...! "Este é o primeiro dia do resto da minha vida", como diz a canção.

As nossas coisas chegaram ao porto da Praia da Vitória em perfeito estado e no prazo. Foi um bocadinho estranho ver o meu carro sair de um contentor e andar pelas estradas da ilha...

Comemorei o meu aniversário - 40 anos - no restaurante Ti Choa, na companhia dos meus queridos amigos terceirenses, entre os quais a nossa Manuela. Já agora, quero agradecer a todos o carinho com o qual fui acolhida. Vocês fizeram-me sentir em casa. Aliás, agradeço todos os Açorianos - inclusivamente a querida senhora terceirense que deixou um comentário a desejar-me as boas vindas no post anterior, pois a gentileza e o sentido de hospitalidade que têm contaram por pelo menos 80% na nossa decisão de nos instalarmos nas ilhas.

No dia dos meus 40 anos, acordei pela primeira vez na minha casa insular. Tomei o café no terraço, que tem vista para o mar. O sol estava a nascer no Atlântico e pensei: "Vou ser feliz..."

Obrigada pelas mensagens queridas que deixaram no blog ou que mandaram por e-mail.

10 de setembro de 2008

Restaurante Ti Choa - Ilha Terceira, Açores



Como explicava mais abaixo, o meu marido está neste momento na ilha Terceira a tratar de todos aqueles pormenores relativos à nossa próxima instalação lá. Todos os dias tem-me mandado fótos que me deixam cheia de saudades daquele local mágico para o qual escolhemos ir viver. Entre as quais estas de um restaurante maravilhoso - o Ti Choa - onde também já estive a almoçar com uns amigos terceirenses muito queridos no passado mês de Maio. Infelizmente, como já era noite, o João não tirou fotografias do exterior - uma casa lindíssima de estilo tipicamente açoriano, mas podem ver algumas aqui e também aqui.


O Ti Choa tem uma sala vasta mas aconchegante, mobilada e decorada com peças antigas, velharias e artesanato local, tudo organizado com muito bom gosto pela proprietária, uma jovem senhora bonita e sempre bem disposta que nos faz sentir em casa logo que passamos a porta do estabelecimento. Há uma ampla lareira onde se coze pão à vista dos clientes, geralmente à 6ª. Mas é melhor não abusar do pãozinho quente e cheiroso barrado com a lendária manteiga produzida na ilha, pois há muitas coisas boas para provar na ementa do Ti Choa. A morcela regional frita (fóto acima), que vem geralmente acompanhada de laranja da Terceira ou de ananás de São Miguel, é simplesmente divinal para começar a refeição. Segue-se um festival de especialidades regionais entre as quais a imperdível alcatra, o polvo estufado, as carnes de matança, etc. Nem sei dizer do que mais gostei mas lembro-me sempre com muito prazer daquelas comidas caseiras cozinhadas à moda antiga, tão apuradas e bem preparadas.


Não me lembro do que o meu marido e os nossos amigos pediram para a sobremesa. Eu escolhi o bolo mais famoso da ilha, o Dona Amélia, caseiro também e delicioso. Para terminar, acompanhando o café, trouxeram-nos várias garrafas de digestivos locais, como o licor de amoras, a aguardente de canela e a tradicional angelica, um vinho doce muito perfumado, típico da ilha do Pico. A garrafa de angelica que podem ver na fóto servida no Ti Choa, tem uma história engraçada pois é produzida artesanalmente por um senhor polícia de profissão. Só poderá comprar uma igual se conhecer o tal senhor ou eventualmente um dos seus colegas...

Já perceberam que aconselho uma visita demorada deste cantinho de bom gosto e sabores genuínos a quem tiver a oportunidade de visitar a Terceira. É sem dúvida um dos locais onde melhor se come fora na ilha.

Restaurante Ti Choa - 1, Grota Margarida - Serreta - 9700-661 Serreta - Ilha Terceira - Açores - Tel. 295 989 162

19 de julho de 2008

Pequenos prazeres espanhóis...

No regresso de Aurillac, uma pequena pausa no País Basco espanhol - Navarra.



Algures após a fronteira franco-espanhola, nos arredores de Pamplona, à milhas dos grandes centros urbanos... Um paraíso.



Sortido de charcutarias e enchidos de porco preto ibérico, acompanhado com uma garrafa de Rioja tinto - reserva. Ummmmmhhh...!



A cuajada, uma espécie de iogurte tipicamente basco preparado com leite de ovelha. Uma delícia, simplesmente servida com um pouco de açúcar ou de compota.

A vida é bela ! :-)

Um hotel muito agradável para ficar, nos arredores de Pamplona : Apartamentos y Hoteles San Fermín

9 de julho de 2008

Les Européennes du Goût - Aurillac 2008



Aurillac é uma bela e tranquila cidade do centro de França - região de Auvergne, atravessada pelo rio Jordanne e cercada pelas montanhas verdejantes que formam o Massif Central.



Existem mil e uma razões para visitar Aurillac. Uma delas é o festival gastronómico e cultural Les Européennes du Goût que decorre anualmente em Junho ou Julho no centro da cidade, à beira rio.



Palestras e debates sobre a arte culinária, aulas de cozinha, demonstrações feitas pelos mais conceituados chefes nacionais e internacionais da actualidade - como William Ledeuil, degustações, concertos, espectáculos, shopping gourmet, etc... O festival tornou-se em quatro anos uma referência para os apreciadores de gastronomia, profissionais ou amadores.



O ponto nevrálgico do festival é uma feira onde pequenos produtores franceses e estrangeiros expõem e vendem as suas especialidades: queijos, charcutarias e enchidos, vinhos, especiarias, mel, etc. Claro que não resisti em trazer muitas coisas boas de lá e se não fosse a longa viagem de regresso à Portugal, teria-me excedido, pois era tudo tão bonito, apetecível e delicioso...!



A organização do festival aposta desde a sua criação no fenómeno dos blogs culinários, convidando alguns dos seus autores a partilhar as suas experiências com o público. Este ano, éramos quatro, vindos de diversos países da Europa: o Stéphane (Luxemburgo), o Claude-Olivier (Suiça), a Sigrid (Itália) e eu. Podem ver-me aqui a participar num "duelo" amigável com o chefe Jérôme Cazanave, animado por Eric Roux, jornalista gastronómico e apresentador do programa Côté Cuisine no canal televisivo France 3.



Com os mesmos ingredientes, o Jérôme Cazanave e eu tinhámos de confeccionar uma receita em uma hora. E conseguimos: ele, uns deliciosos soufflés de queijo e eu, umas queijadas de Sintra. Garanto que é um pouco estranho e stressante cozinhar com público a assistir, mas até gostei da experiência, passados os primeiros minutos de timidez. Felizmente, tanto o chefe como o animador fizeram tudo para eu me sentir em confiança.



À noite, houve um cocktail reservado aos blogueiros convidados e de passagem com iguarias maravilhosas preparadas pelo Jérôme Cazanave, o meu "adversário".



No dia seguinte, pelas 9h00 da manhã, fui assistir a uma degustação organizada e apresentada por dois conhecidos meus da blogosfera culinária francesa, o Patrick Chazallet (à direita na fóto), um célebre crítico gastronómico, e a sua companheira, a Ségolène Lefèvre, historiadora da alimentação. O tema era a carne de allaiton, um borrego de leite DOP da região de Auvergne.



O famoso chefe Hervé Busset preparou a carne de allaiton de três formas diferentes, da mais cozinhada à mais crua, todas elas deliciosas, requintadas e perfumadas com ervas colhidas nas montanhas de Auvergne.



Cada prato foi servido com um vinho diferente, escolhido de forma cientifica pelo Patrick Chazallet, especialista na matéria.



Pelas 11h00, dei uma volta à feira para escolher os produtos que iria usar na minha demonstração de petiscos portugueses. Foi assim que conheci o José da Fonseca e a sua mulher, a Véronique, importadores de produtos portugueses instalados em Aurillac.



O José é especializado em vinhos do Douro e azeite de Trás-os-Montes. Fala de Portugal e das especialidades gastronómicas portuguesas com uma paixão pouco comum. Além do mais, é uma pessoa culta e interessante. Podem ver mais sobre José da Fonseca clicando aqui.



Também conheci o simpático Luís Cristino, outro importador de produtos portugueses DOP e biológicos de alta qualidade: enchidos, fumados, queijos, mel, pastas de azeitona, marmelada, broa de milho, etc. Como podem ver, Portugal estava muito bem representado. Adorei encontrar-me com conterrâneos tão simpáticos, interessantes e competentes.



Acrescentei uma garrafa de cognac às minhas compras e dirigi-me para uma espécie de cozinha aberta ao público e situada no coração do festival onde decorria grande parte das demonstrações e degustações. Assistida pela querida Emilie, também ela blogueira, flamejei uns chouriços portugueses com cognac e confeccionei torradas de broa de milho gratinadas com queijo da serra, queijo de cabra de Mirandela, etc., servidas com mel e nozes de Trás-os-Montes, pasta de azeitona preta e até chutneys exóticos da Polinésia francesa. Para acompanhar havia vinho verde e vinho rosé do Douro, mas também cognac-tonic. Não preciso dizer que a petiscada foi um sucesso... As pessoas não paravam de me questionar sobre a culinária portuguesa e foi para mim uma honra dar a conhecer mais um pouco sobre a nossa cultura gastronómica.



O tempo passou a correr e nem vi nem fiz metade do que queria durante o festival. No Domingo à noite, enquanto os últimos visitantes saiam do recinto do festival e que se desmontavam as tendas, o João e eu fomos visitar a belíssima aldeia medieval de Conques seguindo os conselhos do Patrick e da Ségolène.



A mais bela maneira de nos despedirmos da Auvergne que tão bem nos acolheu, bebendo um último copo com os olhos a vaguear pelas belíssimas montanhas que nos rodeavam...



Além das citadas mais acima, conheci pessoas maravilhosas, em Aurillac. Aqui deixo um abraço especial às queridas blogueiras Irisa, Esther e Dominique. E outro à Lucille, da Cuisine TV. E mais um ao Didier Petit.



Agradeço mais uma vez o Benjamin Piccoli, alma e cérebro do festival que teve a gentileza de me convidar. E mando um beijinho à Claude e à Gracianne, amigas que não puderam estar presentes em Aurillac mas que fizeram parte da minha viagem cada uma à sua maneira.



Adeus, Aurillac. Até para o ano...? Farei todo o meu possível para que isso aconteça. :-)

Mais fótos e reportagens sobre Les Européennes du Goût abaixo:

Cuisine et Couleurs / 1001 Recettes / ILACA - Cuisiner en Auvergne / Il Cavoletto di Bruxelles / Un p'tit creux ? / Cuisine Plurielle

20 de junho de 2008

Blog em digressão por terras de França



O bistrot vai encerrar por alguns dias, pois a cozinheira foi convidada para representar a culinária portuguesa durante os próximos dias 28 e 29 de Junho, no badalado festival gastronómico Les Européennes du Goût que decorre anualmente em França, em Aurillac, na região de Auvergne.

Sinto-me super intimidada, pois do que sei, terei de enfrentar um chefe à sério num concurso qualquer, confeccionar umas queijadas quase tão boas como as de Sintra e participar em duas palestras relacionadas com a blogosfera culinária francófona... Antes de ir a Aurillac, aproveitarei para visitar a minha mãe que reside em Paris, onde ficarei alguns dias. Vou tentar não envergonhar a gastronomia nacional, prometo...! Depois conto. ;-)

Até breve ! Beijinhos.

5 de junho de 2008

Um sonho que vira realidade...


Cabaças, ilha Terceira, Açores - PORTUGAL

Regressei ontem à noite dos Açores. E já agora, como tinha prometido, vou contar o motivo desta segunda viagem à apenas um mês de intervalo da primeira...

O meu marido e eu estivemos nos Açores pela primeira vez na passagem de ano de 1999 para 2000, na ilha de São Miguel. Gostamos tanto que escolhemos a ilha Terceira como destino para a nossa lua de mel, em Novembro de 2000. Desde então, sempre que foi possível, demos várias escapadelas aos Açores. Quando regressávamos ao continente, sentíamos imensas saudades das "nossas" ilhas e fazíamos projectos de nos mudar para lá, mas a nossa vida não o permitia. Até à última viagem, no início de Maio, em que tomamos a decisão firme de concretizar o nosso sonho. Vamos mesmo instalar-nos nos Açores em meados de Julho, mais exactamente na ilha Terceira. Esta viagem "relâmpago" foi para arranjar casa, e graças à ajuda de todos os nossos amigos de lá - entre os quais a querida Manuela, conseguimos uma belíssima, num local encantador, mesmo à beira mar.


Touros, ilha Terceira, Açores - PORTUGAL

Devem agora entender, caros leitores, a razão pela qual nem tenho tido cabeça para comentar nos blogs amigos, pois não consigo pensar noutra coisa... Agora, vamos-nos confrontar com as coisas menos engraçadas, pois mudar para os Açores não é exactamente como mudar para o Minho. A travessia do Atlântico dificulta um pouco os transportes...! ;-)

Beijinhos. Até já !

30 de maio de 2008

Açores : lá vou eu outra vez...


Ilha Terceira, Açores - PORTUGAL

Ainda não passou um mês desde as minhas últimas férias no belíssimo arquipélago dos Açores e lá vou eu outra vez para a ilha Terceira... Alguns dos meus visitantes já sabem porquê... Prometo que contarei tudo logo que voltar, dentro de escassos dias.

Até já ! Beijinhos.

7 de maio de 2008

Encontro transatlântico



Como já devem saber, gozei umas mini-férias na ilha Terceira, Açores, e tive o imenso prazer de me encontrar com a linda e muito simpática Manuela - autora do blog Delícias & Companhia, que veio acompanhada do namorado Rui, um rapaz oriundo do Porto, muito simpático também.



Aconteceu logo no dia da nossa chegada. Almoçamos no restaurante da Quinta do Martelo onde são servidas deliciosas especialidades regionais cozinhadas com os produtos - biológicos - produzidos na própria quinta.


Fóto gentilmente cedida pela Manuela

O almoço esteve bem animado. E não sei se foi do vinho verdelho, do clima ou da boa companhia, mas houve muitas gargalhadas. Aliás, repetimos no Domingo a seguir. Qualquer coisa me diz que haverá mais em breve, nê, Manuela...? ;-)

Quando organizar as fótos - que são muitas, contarei-vos mais sobre a ilha Terceira.

Mais sobre o nosso encontro aqui. E já agora, o arquipélago dos Açores nem sempre é o que se pensa... Ver aqui.

17 de março de 2008

St Patrick's Day : uma viagem pela Irlanda...

Cruz de estilo celta em Moate

Hoje é dia de S. Patrício, padroeiro da Irlanda, uma festa comemorada em todos os locais do mundo onde vivem Irlandeses ou descendentes destes. Desejo no entanto um dia feliz à todos os Irlandeses. E aproveito para homenageá-los, partilhando aqui algumas imagens de umas mini-férias lindas que passei na República de Irlanda no mês de Novembro passado.


Chegamos à capital, Dublin, já da parte da tarde. É uma cidade pequenina com aquele charme típico e sombrio dos países do Norte da Europa. Para quem estava a chegar como nós de Portugal, fazia um frio de rachar ! O céu apresentava aquela cor cinza tão frequente por lá...

Fábrica da cerveja Guinness em Dublin

Não nos demoramos muito por Dublin. A Irlanda é um país belo, mas as cidades principais - nem sequer a capital chega a ser tão grande como Leiria - não são o seu ponto forte. Tendem a uma certa austeridade cinzenta e oferecem poucos museus, monumentos, etc.


Dirigimos-nos para Clifden, uma pequena vila da mítica região de Connemara, considerada a mais bela de Irlanda, onde tínhamos alugado um quarto num Bed & Breakfast encantador, o Seamist House.


Após uma boa noite de sono num quarto confortável e bonito, tomamos um pequeno almoço magnífico preparado e servido pelos simpáticos donos da casa. Pão preto irlandês, ovos perfeitamente escalfados, compotas... Tudo fresquíssimo, caseiro e delicioso.


Clifden é uma localidade pequena e tranquila, com muito charme. Fica situada à beira mar, no meio de pastagens verdejantes, com as montanhas do Connemara em pano de fundo... Muitos Irlandeses e estrangeiros escolhem Clifden como destino de férias.


Conta pouco mais de 2000 habitantes, mas teve em tempos os seus momentos de glória pois foi lá que o célebre italiano Guglielmo Marconi instalou a primeira estação de telégrafo sem fios do mundo. Em 1908, Jack Philipps, operador rádio do tristemente célebre paquete Titanic, juntou-se à estação onde trabalhou por três anos. Também foi lá que aterrou um dos primeiros voos transatlânticos, em Junho de 1919.


A região de Connemara - condado de Galway - é conhecida pelas sua paisagens fascinantes de montanhas imponentes mirando-se nas águas límpidas de numerosos lagos. De vez em quando, no meio daquela natureza deslumbrante, descobrem-se alguns monumentos fabulosos, como este mosteiro de arquitectura rendada...


Se as cidades irlandesas não me conquistaram, pelo contrário adorei as pequenas aldeias e o campo, ex-libris daquele país lindo e intensamente verde.


A Irlanda é um dos mais pequenos países de Europa pela superfície, mas parece imenso quando o visitamos de automóvel, pois as estradas estreitas e em mau estado não permitam grandes velocidades...


Mas o que importa o facto das estradas irlandesas relembrarem as portuguesas de trinta anos atrás...? Nada, pois permitem passeios vagarosos que nos fazem desfrutar tranquilamente de paisagens de cortar a respiração...


Não gosto de comparar coisas diferentes, mas a Irlanda relembrou-me uma versão gigante das belíssimas ilhas portuguesas dos Açores. A mesma serenidade, os mesmos tons de verdes, a presença omnipresente do oceano, as brumas poéticas, as vacas a pastarem pelos penhascos... Lindo, simplesmente.

Pub em Limerick

E depois, à noite, há os famosos pubs com as suas fachadas pintadas tão típicas. Os Irlandeses jantam cedo, geralmente em casa, pelas 18h00, e depois têm por hábito de ir beber cerveja - muita, ou whisky com os amigos naqueles locais escuros e aconchegantes onde se ouve música celta ao vivo e se conversa pela noite dentro.

Lowry's Pub em Clifden

A cerveja mais consumida é a famosa Guinness, claro, uma preta com muita personalidade. Nem sei como é que conseguem beber tanta pois os preços são exagerados. Uma imperial (25 cl) custa 4 € ! Também se pode tomar refeições e petiscar nos pubs. A comida irlandesa é bem cara (não vi nenhum prato que custasse menos de 10 €; aliás, habitualmente, os Irlandeses só comem uma tigela de sopa acompanhada com muito pão preto e manteiga ao almoço) e francamente, não é nada de especial...


Como a Irlanda é uma ilha, eu pensava que iria comer peixe e frutos do mar excelentes. Mas enganei-me, pois quase toda a pesca se destina à exportação... Vêem-se de vez em quando uns mexilhões ou umas postas de bacalhau fritas (fish'n'chips), uns camarões pequenos (e infelizmente enlatados...), mais raramente os lavagantes que esperava... Nada de estupendo, no entanto. E como o clima é relativamente frio e húmido, os vegetais locais também não primam pela diversidade: pastinaca, cenoura, batata, alho-francês, nabo e sobretudo couve de repolho são os que dominam a culinária irlandesa.


Em Irlanda come-se sobretudo carne, sendo a de ovelha - excelente, aliás - a mais comum. Entra na composição do Irish stew, um guisado considerado como o prato nacional irlandês. Os patos gansos também são bastante apreciados (a gordura dos patos é muitas vezes usada no lugar do óleo), assim como a carne de vaca.


Além de darem carne muito boa, as vacas servem para a fabricação de queijos maravilhosos e diversificados, sendo os mais conhecidos o stilton e o cheddar.


Já referi que a comida irlandesa não me agradou muito... O melhor mesmo, lá, é fazer refeições somente compostas de queijos e/ou de salmão fumado. E os Irlandeses têm um dos melhores salmões selvagens do mundo, sem dúvida.


E para acompanhar, há sempre aquele pão preto nutritivo, o Irish soda bread, muito bom barrado com a manteiga local, super cremosa e saborosa...


A Irlanda é sem dúvida um país que vale a pena visitar. Happy St Patrick's Day !